terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A arte do contraditório

Imagem: http://bloggcarsantos.blogspot.com.br/2012/12/contraditorio-especismo-gilberto.html


Todos os dias, no trajeto entre a minha casa e o trabalho, ouço as notícias repetidas diariamente, que "chocam", ou deveriam chocar a população diariamente, visto que, apesar de repetidas, continuam sendo notícia pois contam com atores diferentes na difícil arte de viver no Brasil.

"Morre cinegrafista acertado por um rojão atirado por manifestante."
"Morre mendigo queimado por jovens nas ruas de Brasília."
"Morre grávida que não conseguiu atendimento em hospital público"
"Adquiridos 36 caças Suecos."
"Marinha pretende adquirir dois porta aviões para acomodar os 36 caças suecos"
"Governo Brasileiro investe 2 Bilhões em porto de Cuba."  

Como entender um governo que investe em caças para proteger uma nação onde morrem 50 mil pessoas assassinadas em um ano.
Que após a compra dos caças é que pensa em adquirir novos porta aviões, totalizando quatro que praticamente não tem serventia?
Que investe 2 bilhões em um porto de cuba, enquanto os nossos portos penam para conseguir melhorias?

Até entendo a palavra dos empresários e líderes de segmentos da economia que irão certamente tirar proveito desse porto. Entendo a matemática da balança comercial. Mas confesso: Não consigo entender a balança da vida, na cabeça dos governantes.

Quanto vale a vida de um cidadão Brasileiro? Quanto vale o cansaço de uma mãe de família que sai para trabalhar as 05:00 da manhã e chega ao seu destino, já exausta ás 08:00 porque sua cidade (e entenda cidade como parte de um estado, que é parte de um país) não oferece um sistema de transporte digno, seguro e rápido.
Quanto vale a tristeza de um pai que leva seu filho ao hospital e após seis horas de espera, em uma acomodação precária, o médico atende o seu filho, sem sequer olhar para esse pai cansado a angustiado, e responde que é uma virose, sem sequer examinar a criança com a justificativa de que há outras centenas lá fora aguardando atendimento.

Realmente, eu não entendo.

Não entendo como as obras de reformas de escolas e hospitais não são finalizadas em tempo hábil, impossibilitando pais de deixarem seus filhos enquanto estão trabalhando, ou de ser atendido em um posto de saúde  próximo a sua residencia, enquanto a iniciativa privada ergue hotéis, shoppings, hipermercados e tantos outros empreendimentos em tempo recorde e ninguém fica surpreso!

Temos de mudar nosso modo de ver o que acontece a nossa volta, de não aceitar simplesmente que aconteceu e não podemos fazer nada. Podemos sim, e ouso dizer que não precisamos sair as ruas pra que algo mude. 

Precisamos acompanhar e cobrar mudanças, de forma pacífica, mas não imparcial. Temos de nos posicionar!

Porque a morte do cinegrafista rende três dias de notícias e os culpados foram encontrados tão rapidamente? Porque houve pressão! Não vi ninguém na porta da delegacia, mas aquilo foi cobrado pela mídia, e a população também cobrou resultados e a coisa aconteceu. Não vi nenhum cinegrafista matando ninguém porque um dos seus foi morto. Simplesmente colocaram seus equipamentos no chão e aguardaram.

Porque um programa como o CQC, que tem mais cunho humorístico que jornalístico consegue que políticos realizem benfeitorias em locais que estavam esquecidos a anos? Porque quando se mostra a cara de quem faz, e quem quer que seja feito também está disposto a mostrar a cara, a coisa muda de figura!

Chocar-se é pouco.
Falar é alguma coisa.
Cobrar é essencial. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tão perto e tão distante


Essa semana, passeando pelo Facebook, ví um vídeo de um Pastor cantor, que dava seu testemunho. Ele falava sobre o momento que percebeu o quanto a música dele tocava a todos, menos a ele...
Interessante como realmente isso pode acontecer quando não estamos atentos a nossas prioridades.

É importante, e digo mais, necessário realizar atividades na igreja. Ajudar. Partilhar e disponibilizar concedimentos e habilidades, mas não podemos esquecer que o que Deus mais quer para nossas vidas é que desejemos a Ele, que desejemos estar junto Dele, servir com amor para a honra e glória Dele.

Quando trabalhamos e servimos dessa forma, tanto o resultado do trabalho quanto a nossa vida, mudam incrivelmente!

Esse Pastor, contava que, envolvido em viagens, shows, composições, percebeu que esqueceu de Deus, esqueceu dos irmãos. O foco dele era outro. Ele passou a gostar dessa vida, que, mesmo levada dentro da igreja, só o afastava mais e mais de Deus, porque ele já não encontrava mais tempo para orar; já não lia mais a Bíblia. Vivia de frases repetidas, de um passado que ele lembrava, mas não sentia.

Oremos ao nosso Deus, que por meio de Jesus, que nos concedeu a graça da Salvação, possamos servir com amor, vendo em cada pessoa uma vida preciosa para Deus, que muitas vezes só espera um abraço ou uma palavra amiga. Que o Pai nos conceda a dádiva de servir sem esperar reconhecimento, e, se ele vier, que esteja claro em nossos corações que toda honra e toda a glória é para Deus. Que Ele mantenha acesa em nossas vidas a chama do amor a Jesus e a sua igreja, e que, por meio desse amor, possamos e desejemos cada vez mais estar na presença de Deus, em oração e serviço.

Amém!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Viagem ao Rio


Num belo final de semana,
Pra fugir da correria,
E ficar bem coladinho
De quem eu tanto queria,
Fui ao Rio de janeiro.

E depois de um desespero
Pra o avião pousar,
Consegui ver pelo espelho,
De pé, já meio vermelho
O Sr Paulo a me esperar.

A chuva deu uma trégua,
E devagar mesmo, sem pressa,
Em meio a boa conversa
Viajamos, beirando o Mar.

Ao chegar em Arraial,
O Meu amor lá estava,
Numa beleza sem par,
Com a Bia tão amada,
Que num arrocho bem grande
Falou que o Tio esperava!

Foram dias sem igual,
Onde Deus sem cerimônia,
Me proporcionou conhecer
Uma família que amo
E sem medo, nem engano
Me acolheu, posso crer!

Na bela noite noite de sábado,
Depois de muito rodar,
Paramos num restaurante,
Pra esse amor celebrar.
E assim, em poucas palavras
Com a Dona Ana a chorar,
Mesmo sabendo a resposta
A mão da Ana Paula eu pedi.

E tanta alegria eu senti,
Quando a aliança pousou
No dedo da mão direita,
De mim e do meu amor.

Neste dia especial,
Em meio ao povo que amo,
Vi na boca da Ana Paula
Um sorriso sem igual.

É esse sorriso que quero,
Afirmo ao Paulo Roberto,
Ana Maria e Andre,
Também Ana Carolina,
E a meio mundo de prima
Que tento, fazendo rima
Mais uma vez conseguir.

Te amo, morena linda!
Também sua moreninha.
Afirmo pra terminar.

Pra felicidade das duas
Farei esforço sem par.
Mas desse esforço eu não canso
Pois minha felicidade,
Por baixo desses sorrisos
Sei que está a me esperar!